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O jardim aproveita os poucos espaços livres
"Mudar o que está ruim é fácil, difícil é mexer numa casa tão boa." A arquiteta paulista Camila Fix, de 28 anos, formada pela Universidade Mackenzie, tinha plena consciência de sua responsabilidade: reformar um projeto assinado pelo arquiteto Geraldo Serra, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. A obra, concluída em 1974, passou para a família Fix quatro anos depois, quando os pais de Camila compraram o imóvel. Ali, ela vive desde a infância. E não são poucas as lembranças de ter traçado, ainda menina, as formas puras daquela caixa de concreto e vidro, atravessada de luz natural. Sem saber, já ensaiava os passos da futura profissão. "Ela se tornou arquiteta por ter morado nessa casa", arrisca Geraldo Serra, que derrama elogios: "Provavelmente muita coisa melhorou. Dá gosto de ver". A área construída aumentou de 370 m2 para 462 m2, e os acabamentos estão sintonizados com os anos 90: texturas nas paredes, seixos e pedra portuguesa assentada a prumo, com rejunte rebaixado nas áreas externas. Mas o espírito, o conceito original, permaneceu intocado: linhas retas, ambientes integrados. O paisagismo respeita a arquitetura e evita os excessos, até porque há pouco terreno livre.
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